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Conheça Fabiola Yáñez, a nova primeira-dama da Argentina

Diogo Schelp

10/12/2019 04h00

Fabiola Yáñez

Fabiola Yáñez, a nova primeira-dama da Argentina, posa ao depositar seu voto na urna, no dia da votação, em outubro (Foto: Reprodução/Instagram)

No Instagram, onde tem cerca de 67.000 seguidores, ela se apresentava como atriz, jornalista e apresentadora de TV e rádio. A partir desta terça-feira (10), com a posse de Alberto Fernández como presidente da Argentina, Fabiola Yáñez pode acrescentar uma nova atividade ao seu perfil na rede social: a de primeira-dama.

Por não serem oficialmente casados, Fabiola e Fernández são tratados pela imprensa argentina como namorados, apesar de viverem sob o mesmo teto em Puerto Madero, um bairro nobre de Buenos Aires, há três anos.

Até recentemente, havia dúvida inclusive se ela assumiria algum papel público. Mas, desde a vitória de Fernández nas urnas, em outubro, Fabiola vem assumindo uma agenda mais ativa e que dá uma pista de qual será o seu tema preferencial como primeira-dama: a infância. Fabiola tem visitado escolas, instituições de acolhimento a crianças carentes e parques de diversões, e vem se deixando fotografar em abraços calorosos com os pequenos.

Formada em jornalismo pela Universidade de Palermo, curso que ela fez paralelamente às atividades de atriz e modelo e aos estudos de inglês e português, Fabiola conheceu Alberto Fernández no final da faculdade, quando pediu para entrevistá-lo para seu trabalho de conclusão. Depois de mais algumas conversas, ele a chamou para sair. Em 2016, ele anunciou em uma rede social que os dois estavam namorando.

Até recentemente, quando Fernández anunciou sua candidatura, Fabiola integrava o programa "Incorrectas", comandado por Moria Casán, uma espécie de Dercy Gonçalves da Argentina. Depois, passou a trabalhar como colunista em um programa de rádio.

Também já atuou no teatro e foi uma das atrizes que denunciou um conhecido ator argentino, Fabián Gianola, de assédio sexual.

Fabiola Yáñez

O casal Alberto Fernández e Fabiola Yáñez: a argentina de Río Negro diz que fala bem português (Foto: Instagram)

A diferença de idade entre Fernández e Fabiola (ele tem 60 anos, ela, 38) frequentemente rende suposições maldosas na imprensa argentina. A mais recente, explorada com afinco, era de que havia algo de "estranho" em um beijo entre os dois em um evento público. Na cena, Fabiola dá um beijo no rosto de Fernández e ele segura o queixo dela. Quando ele se vira, Fabiola passa a mão no rosto, aparentemente incomodada. Parece uma imagem comum de um casal com intimidade — ele podia estar avisando que havia alguma sujeira em seu queixo, por exemplo, e ela passou a mão para conferir —, mas não faltou quem achasse que a cena revelava algo de errado na relação entre os dois.

Como atriz e apresentadora de TV, Fabiola Yáñez já está acostumada com a superexposição. E, de qualquer forma, ela dividirá as atenções com o enteado, Estanislau, conhecido por suas performances como cosplayer e drag queen. Estanislau é até mais popular no Instagram, onde é conhecido como DYHZY, do que Fabiola: ele tem mais de 200.000 seguidores.

Os dois se dão muito bem, mas ainda não se sabe se ele morará com ela e com o pai na Quinta de Olivos, a residência oficial da presidência.

Sobre o Autor

Diogo Schelp é jornalista com 20 anos de experiência. Foi editor executivo da revista VEJA e redator-chefe da ISTOÉ. Durante 14 anos, dedicou-se principalmente à cobertura e à análise de temas internacionais e de diplomacia. Fez reportagens em quase duas dezenas de países. Entre os assuntos investigados nessas viagens destacam-se o endurecimento do regime de Vladimir Putin, na Rússia, o narcotráfico no México, a violência e a crise econômica na Venezuela, o genocídio em Darfur, no Sudão, o radicalismo islâmico na Tunísia e o conflito árabe-israelense. É coautor dos livros “Correspondente de Guerra” (Editora Contexto, com André Liohn) e “No Teto do Mundo” (Editora Leya, com Rodrigo Raineri).

Sobre o Blog

“O que mantém a humanidade viva?”, perguntava-se o dramaturgo alemão Bertolt Brecht. Essa é a pergunta que motiva esse blog a desembaraçar o noticiário internacional – e o nacional, também, quando for pertinente – e a lançar luz sobre fatos e conexões que não receberam a atenção devida. Esse é um blog que quer surpreender, escrito por alguém que gosta de ser surpreendido.